A Semana no Rock: Live Aid, Lendas e o Legado Eterno (13 a 19 de julho)

Bem-vindos à nossa máquina do tempo semanal aqui no X Rock Brasil! Toda semana, vamos mergulhar nos arquivos e desenterrar os momentos mais explosivos, nascimentos, despedidas e marcos que definiram o rock and roll. E para nossa estreia, a semana de 13 a 19 de julho já chega com os dois pés na porta.

13 de julho de 1985: O Dia em que o Rock Parou o Planeta

Se uma semana pode ter um dono, esta pertence ao Live Aid. Neste dia, em 1985, o mundo testemunhou um dos maiores e mais ambiciosos eventos musicais da história. Organizado por Bob Geldof e Midge Ure para arrecadar fundos para o combate à fome na Etiópia, o festival aconteceu simultaneamente no Estádio de Wembley, em Londres, e no Estádio John F. Kennedy, na Filadélfia. Com uma audiência televisiva estimada em 1,9 bilhão de pessoas em 150 países, o evento foi uma verdadeira “jukebox global”. A lista de estrelas era interminável, mas uma performance em particular entrou para a mitologia do rock: os 21 minutos do Queen. Freddie Mercury, em uma de suas apresentações mais icônicas, comandou a multidão de 72.000 pessoas em Wembley de uma forma que poucos artistas conseguiram na história.

15 de julho de 1956: O Nascimento do Poeta Sombrio do Pós-Punk

Do espetáculo grandioso para a introspecção melancólica. Nesta data, em 1956, nascia em Stretford, Inglaterra, Ian Curtis. Como o enigmático e atormentado vocalista do Joy Division, Curtis canalizou suas lutas contra a depressão e a epilepsia em letras de uma beleza sombria e uma entrega visceral no palco. Embora sua vida tenha sido tragicamente curta, sua influência é gigantesca, sendo o arquiteto de uma sonoridade que abriu caminho para o rock gótico e alternativo.

16 de julho de 2012: O Adeus a um Mestre das Teclas

A semana também nos lembra de perdas irreparáveis. Em 2012, o mundo do rock se despediu de Jon Lord, o lendário tecladista e co-fundador do Deep Purple. Lord foi um verdadeiro pioneiro, um dos primeiros a fundir de forma magistral o peso do hard rock com a complexidade da música clássica e barroca. Seu som inconfundível no órgão Hammond foi a espinha dorsal de hinos como “Smoke on the Water” e ajudou a definir a sonoridade de uma geração.

19 de julho: Acendendo o Fogo e Celebrando um Arquiteto Sônico

Para fechar a semana, duas efemérides que se conectam. Em 1967, o The Doors chegava ao topo das paradas com “Light My Fire”, consolidando a banda como uma das maiores forças do rock psicodélico e transformando Jim Morrison em um ícone da contracultura. E no mesmo dia, em 1947, nascia o homem que, décadas depois, ajudaria a roubar a cena no Live Aid: Sir Brian May. O guitarrista e co-fundador do Queen não é apenas o dono de um dos timbres mais reconhecíveis do mundo, mas também um compositor genial, autor de clássicos como “We Will Rock You” e “The Show Must Go On”.

De um megafestival que uniu o mundo a nascimentos e despedidas que moldaram o som que amamos, a história do rock é escrita a cada dia. E nós estaremos aqui na próxima semana para virar mais uma página.

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