Por Riffa
Meu irmão dizia que todo pico novo é uma folha em branco, um palco esperando as primeiras cicatrizes e as primeiras histórias. E essa semana, eu fui uma das primeiras a riscar essa folha. A nova mini rampa ali na orla do Cibratel saiu do papel e virou realidade. E que realidade.
Botar as rodinhas pela primeira vez naquele concreto liso, com o cheiro de maresia batendo na cara e o barulho do mar no fundo… é outra parada. Decidi aproveitar a oportunidade e fazer um dos “test drives”, e a sensação é indescritível. A transição tá suave, a rampa tem um flow gostoso e a vista é simplesmente absurda. É o tipo de rolê que lava a alma.
Essa mini rampa no Cibratel não é só uma obra. É um recado. Um “a gente vê vocês” pra toda a comunidade do skate daqui. Por anos, a gente se virou com o que tinha. Agora, a gente tem um pico de qualidade, pé na areia, construído com respeito. É o palco onde uma molecada nova vai dar o primeiro drop, onde vão nascer novas amizades e, com certeza, muitos joelhos ralados.
E o mais foda é saber que isso é só o começo. A rampa é a primeira peça do Parque Linear que tão construindo. A promessa é de uma pista de skate completa, pump track, quadras… um complexo inteiro dedicado ao esporte e ao lazer. Itanhaém tá mostrando que entende que skate não é barulho, é cultura. É vida.
Então, se você é daqui ou tá de passagem, cola no Cibratel. A rampa já tá liberada e esperando seu rolê. Mas chega na humildade. Respeita o pico, respeita os locais, e deixa a tua marca na lixa, não no lixo. A gente lutou muito pra ter um quintal desses.

