por Sam
O mundo do surf parou essa semana. E não foi por causa de uma onda perfeita. Foi pela falta delas. Lá em Fiji, em Cloudbreak, o palco mais bonito do mundo, o mar dormiu. Flat. E deixou a gente, aqui no Brasil, roendo as unhas e esperando o dia D. O dia em que a gente pode, de novo, botar essa pXrra toda no topo.
A conta é simples. Yago Dora, nosso líder, a uma bateria do título. Ítalo Ferreira, o trator, vindo lá de baixo pra atropelar todo mundo. A chance de uma final 100% brasileira é real. E isso me enche de orgulho. Porque essa molecada não é só atleta. Eles são a prova de que a “Brazilian Storm” não foi uma marolinha. É um tsunami que continua quebrando na cara dos gringos.
Enquanto a gente espera Fiji, a gente olha pra casa. E o que a gente vê? A CBSurf anunciando uma premiação de UM MILHÃO de reais pro Dream Tour em Floripa. Um milhão. Antigamente, a gente competia por uma prancha e um troféu de plástico. Isso não é só dinheiro. É respeito. É o reconhecimento de que o surf brasileiro é uma potência, da base ao topo. É a prova de que o moleque que tá começando hoje no campeonato do bairro pode, sim, sonhar em ser o próximo Yago.
Mas o mais importante dessa semana de espera foi sentir a união. A campanha #BrasilnoWSLFinals tomou conta. A gente pode se matar na água por uma onda, mas quando um dos nossos tá lá, brigando pelo título, a gente vira uma torcida só. Essa rivalidade que nos une, como disse o Ítalo, é a coisa mais bonita do nosso esporte.
E que não se enganem. O mar em Cloudbreak vai acordar. E quando ele acordar, nossos caras estarão prontos. Porque eles não aprenderam a surfar em piscina de onda. Eles aprenderam na porrada, no perrengue, no mar de verdade.
A tempestade perfeita tá chegando. E ela tem a nossa bandeira.

