A CICLOVIA NÃO É A SUA SALA DE ESTAR

por Adenilson

 

Tem dia que eu só queria botar um rock no fone e pedalar na moral, sentir o vento, limpar a cabeça. Mas virou missão impossível. A ciclovia, aquele pedaço de pista que deveria ser o nosso refúgio, virou uma filial do apocalipse zumbi. E os zumbis são os pedestres.

É a família passeando lado a lado, ocupando a pista inteira como se fosse o calçadão no domingo. É o gênio com o fone de ouvido no talo, olhando pro celular, que não ouve sua campainha nem se você encostar uma caixa de som do Sepultura na orelha dele. É a galera que acha que a bicicleta pintada no chão é só uma decoração moderninha.

E antes que venham me encher: eu não tô falando da galera do skate, do patins, da bike elétrica de verdade. Pra essa turma, a ciclovia é o único lugar seguro. A rua é perigosa, a calçada é pra quem anda a pé. A gente se entende, a gente divide o espaço. O problema é quem não tem roda nenhuma e acha que ali é a extensão da sala de estar. Agora, aquela mobilete disfarçada de bike, com mais de 1000w e sem pedal, essa aí também não tem lugar com a gente. Isso não é bicicleta e acho que não preciso explicar isso ao cara, pois foi ele quem adquiriu o veículo e tem o dever de saber o que está na nota fiscal.

Mas a gente também tem que fazer a nossa parte. A ciclovia não é pista de corrida. Não é pra sair rasgando como se não houvesse amanhã. Tem que andar no fluxo, na mão certa. Chegou perto de onde a galera atravessa? Pega leve no pedal, vai mais de boa. O pedestre também precisa entender que a gente não tem freio ABS. Não dá pra pular na frente e achar que a gente vai parar em um centímetro. É física básica irmão. Um pingo de bom senso dos dois lados já resolvia 90% da treta.

E tem o código de honra que parece que muito ciclista esqueceu. Não tá pedalando? TÁ EMPURRANDO A BIKE? Sai da pista e vai pra calçada. Parou pra atender o celular? Encosta, desce, sai do caminho. Não fica de rolê parado no meio, atrapalhando o fluxo.

No fim, a gente só quer um pedaço de pista pra andar em paz. Não é pedir muito. É só ter um mínimo de respeito pelo espaço do outro.

No fim, é cair, levantar, repetir… e mandar um tailwhip no sistema.

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