Por Tio do Coturno
Aaah Mulheke!!!
Já não basta o tribunal da internet querer ditar até o jeito que você respira, agora eles resolveram virar fiscais de missa. O alvo da vez? Um padre alemão que, em vez de ficar só na ladainha tradicional, resolveu meter a guitarra no talo e mandar um bom e velho rock pra levantar os fiéis. Resultado? Igreja cheia, gente feliz, comunidade vibrando. Mas, claro, os especialistas de sofá já decretaram: “tá errado”, “rock é do capeta”, “igreja e música não se misturam”.
Me poupe, né? Desde quando música não entra na igreja? Os evangélicos lotam templos ao som de bandas inteiras, o Padre Marcelo já vendeu disco pra caraxxx e até o nosso colunista Ande Miranda já trouxe na TamoTogether um puta conteúdo sobre as bandas de White Metal que fazem som pesado com letra dedicada a Deus. Então qual o problema do padre em levar o nosso bom rock pra missa? Spoiler: nenhum. Se tem alguém incomodado, é porque confunde fé com preconceito e não suporta ver a galera curtindo diferente do que acha “aceitável”.
Aaah Mulheke!!! Mas já que o assunto é conversão, bora falar de outra: a conversão do rock em muleta pra oportunista. No último festival que vi, tinha banda que fez jus à palavra atitude e entregou energia de arrepiar. Mas, no meio disso, surgiram uns infiltrados com letras horríveis, mensagens de desinformação e vozes que fariam até karaokê de boteco sentir vergonha. E o pior: palco vazio, sem ninguém na frente, mas transmitido como se fosse Woodstock.
A emissora narrava como se o público estivesse em êxtase, pedindo bis. Bis? Só se fosse biscoito pra disfarçar a fome de relevância. A plateia queria distância, e em casa não teve quem aguentasse. Mas, como tudo que fede um dia acaba, terminou. Graças a Deus, porque meus ouvidos já estavam pedindo asilo político.
No fim das contas, fica a lição: se até dentro da igreja o rock tá sendo usado pra unir e levantar pessoas, por que a gente precisa aguentar falso profeta transformando palco em púlpito de desinformação?
Aaah Mulheke!!!

