por Sam
Sal na veia, galera!
Essa semana, a gente viu Regência, lá em Linhares, Espírito Santo, entrar pro mapa do surf nacional de um jeito que calou a boca de muito “especialista” de asfalto. A 6ª etapa da Taça Brasil 2025 não foi só mais um campeonato; foi a confirmação de que o surf de raiz, o surf que respeita a natureza e a cultura local, ainda tem seu lugar. E que lugar!
Regência é uma das quatro Reservas Nacionais de Surf do Brasil, um título que não é dado de graça. É conquistado no dia a dia, na preservação, no respeito que a comunidade tem pelo mar. E a Confederação Brasileira de Surf, em parceria com o Instituto Aprender Ecologia e a Conservação Internacional, mostrou que tá ligada. Não é só botar troféu e patrocínio, é valorizar o que realmente importa.
E o mar? Ah, o mar de Regência! O “Manga Rosa”, presidente da Fesurf, já tinha avisado: “Nem digo de mar grande, mas de mar perfeito.” E foi exatamente isso. Ondas de até 1 metro, que exigiram técnica, estratégia e, principalmente, leitura de mar. Nada de aéreo mirabolante pra agradar juiz, mas surf de verdade, na linha, respeitando a onda.
E nessa vibe, quem mandou bem demais foi a molecada paulista. A Mayara Zampieri, de 17 anos, não deu chance pras adversárias. Com uma batida de backside que valeu 7,77 pontos, ela somou 11,94 e levou o título. E o que ela disse depois? Que agradece a Deus e à mãe, que sempre acredita nela. Isso é humildade, é saber de onde veio. Não é papo de marqueteiro, é a real. Juliana dos Santos, Sol Carrion e a capixaba Alice Pitanga, de apenas 15 anos, também mostraram que o surf feminino tá vindo com tudo e que não tem medo de encarar o desafio.
No masculino, o Renan Pulga, de 27 anos, quebrou o jejum. Depois de bater na trave várias vezes, ele chegou junto, mandou uma sequência de 6,53 e 5,63 pontos, somando 12,16 e garantindo a vitória. A emoção na fala dele é a mesma que a gente sente quando finalmente acerta aquela onda que parecia impossível. Pedro Dib, Kayan Medeiros e Anuar Chiah também fizeram bonito.
E o que dizer do protagonismo capixaba? Rafael Teixeira, Alice Pitanga e Aninha Dagostini, de apenas 13 anos, nas semifinais. Essas minas e esse moleque são a prova de que o surf corre na veia da galera local. O Kayan Medeiros ainda mandou um tubo que valeu nota 8,00. Isso é pra mostrar que Regência tem onda de qualidade, sim!
Essa etapa de Regência não é só mais um resultado no ranking. É um recado claro. É a valorização do surf onde ele realmente importa: na comunidade, na preservação, no respeito ao mar. É a Taça Brasil mostrando que não se curva à superficialidade, mas abraça a essência.
Faltam só duas etapas, Torres e Guarda do Embaú. A briga pela elite nacional tá pegando fogo, e a gente vai estar lá, de olho, pra ver quem realmente tem sal na veia.
Porque no fim das contas, irmão, o mar não perdoa quem não respeita. E Regência provou que, aqui, o respeito é a onda principal.

