O fechamento da centésima edição do Burning Fest, no Parque Turístico Amazônia Paulista, começou com uma tarde que reafirmou a força da cena local: público alinhado, clima de festa e apresentações que mostraram — cada uma à sua maneira — por que o rock continua sendo fio condutor de encontros.
A Urban Chilli (@urbanchillioficial) abriu a sequência com uma apresentação afiada, exatamente no estilo que a banda vem levando por casas e eventos do litoral. Conhecidos por levantar plateias, a banda trouxe um setlist que mesclou covers certeiros do rock nacional com faixas autorais, mantendo o pulso do público sempre em alta.
O vocalista Erick mostrou por que a presença de palco da banda é tão comentada: comunicativo, próximo e capaz de converter qualquer esquina em coro coletivo. Em um dos momentos mais celebrados, Erick desceu do palco e se embrenhou na multidão para interpretar Mulher de Fases (Raimundos) e, logo em seguida, Tudo o que ela gosta é de escutar (Charlie Brown Jr.), criando um clima de roda de amigos que cantam junto — reação que resultou em aplausos e gritos de empolgação.
No repertório autoral, a banda apresentou Lutei Pela Felicidade, que já circula nas plataformas digitais e reforça a capacidade do grupo de transitar entre o familiar e o novo sem perder identidade. Em termos técnicos, o som da Urban Chilli esteve bem ajustado: guitarras com bom corpo, linha de baixo marcante e bateria com pegada dançante — combinação que prendeu quem passou pelo parque naquela tarde.
Contato para shows: (13) 99784-0174
Ouça: https://music.youtube.com/watch?v=OKg5IFdT1ok&si=zHAOT_SwbENpwuKT
Em seguida, o público recebeu a Lost Dogs (@pearljamsp) — cover que, pela própria história, desperta expectativa. E a banda correspondeu: com integrantes que mostram longa estrada e sintonia de palco, a apresentação mesclou técnica, reverência à obra original e momentos de pura emoção.
Formação em cena: Eddu (@pearljamsp) no vocal e guitarra, Ande (@andeoliveira) no baixo e backing, Murillo (@my_littlespark) na Guitarra, Henrique (@henrique.guitarra) na outra guitarra e Rick (@rickbrandellik) na bateria e backing. A experiência de estrada ficou evidente na escolha do setlist e nas dinâmicas entre as canções: Even Flow estabeleceu imediata conexão; momentos mais contidos, como Yellow Ledbetter e Last Kiss, trouxeram carga afetiva; e faixas como Jeremy demonstraram controle dinâmico e entrega. O fechamento com Black arrancou aplausos prolongados.
No pós-show, tivemos um bom papo com Eddu, que além de carisma pessoal, contou sobre a vida profissional do músico e da banda, que já tem 25 anos de estrada. Entre tantas experiências, o músico também teve a experiência de cantar ao lado de Eddie Vedder no Maracanã, há cerca de dez anos, sendo esse um fato que o músico com toda a sua simplicidade, deixou passar e nós da equipe X Rock Brasil é quem estamos contando a vocês.
Tecnicamente, a Lost Dogs trabalhou timbres próximos ao da banda original: guitarras com ataque e sustain controlado, baixo que ancorou as texturas e bateria com dinâmica que respeitou as nuances das canções. A harmonia vocal e os backing foram pontos que reforçaram a sensação de que a plateia estava ouvindo versões cheias de sentimento, não apenas reproduções frias.
Marque na agenda: a banda anunciou que o próximo compromisso no litoral será 25/10 (sáb) às 13h no SESI Santos — entrada gratuita; é preciso retirar ingresso no site do SESI.
Contato para shows: 11 98532-6277
O último show da centésima edição do Burning Fest, foi uma verdadeira catarse coletiva para os fãs de rock. Coube à banda Let There Be Rock (@acdctributo) encerrar a maratona musical com um tributo fiel, vibrante e inesquecível ao AC/DC.
Formada por Vinícius (@vinicius.jorge95) na guitarra base, Rafael (@rafaelpedago) nos vocais, Alexandre (@aleanguss) na guitarra solo, Fabão (@fabaoacdc) no baixo e Adriano (@adrianolima86) na bateria, a banda mostrou desde os primeiros acordes porque é considerada uma das referências nacionais em tributos ao quinteto australiano.
O entrosamento de Fabão, Vinícius e Adriano forneceu a base sólida que manteve a pulsação do show constante e precisa. Mas o tempero especial ficou por conta da atuação de Alexandre, que incorporou Angus Young com maestria: figurino, atitude, solos inflamados e até mesmo momentos cênicos que levaram o público à loucura. Em uma performance de entrega total, Alexandre surpreendeu ao final de um dos números com uma irreverência típica de shows de rock, deixando a plateia entre risos, aplausos e surpresa.
Se o instrumental já impressionava, os vocais não ficaram para trás. Rafael mostrou não apenas presença de palco, mas um timbre que remete diretamente à voz rasgada e potente de Brian Johnson, tornando a experiência ainda mais imersiva. Ao lado do grupo, ofereceu ao público mais do que uma simples reprodução: foi uma verdadeira homenagem, que equilibrou fidelidade ao original e a autenticidade de quem vive a música no palco.
O show da Let There Be Rock não se limitou a reproduzir os sucessos do AC/DC como se fosse um “mp3 ao vivo”. Foi espetáculo, foi interpretação, foi entretenimento puro — tudo aquilo que um tributo deve entregar.
Contato para shows: 11 98560-2181 (Vini)
Com o encerramento, fica registrada a grandeza da 100ª edição do Burning Fest. Ao longo de quatro dias, bandas locais e nacionais se revezaram nos palcos, entregando talento, simpatia e respeito ao público e à imprensa.
O X Rock Brasil agradece novamente a todos que tornaram esse marco possível: ao Everton da @eceventosoficial, ao Gilberto (assessoria de imprensa), ao Diego (organizador do festival), e à galera da @dichopp_cervejas_especiais, que sempre nos recebeu de forma calorosa e colaborou para que nossa cobertura chegasse até você.
Por fim, nosso reconhecimento a todas as bandas que se apresentaram nesta edição — que além de talento, nos receberam sempre com simpatia e respeito, reforçando que a cena rock do litoral segue viva, pulsante e cada vez mais necessária.



























