por Sam
Sal na veia, galera.
Torres virou palco dessa vez — Praia dos Molhes recebeu a penúltima etapa da Taça Brasil 2025, com aquele cheiro de competição grande no ar. Foi evento pesado: cerca de 102 atletas de 12 estados entraram na água, mostrando que a disputa não é mais só regional — é nacional e sangra compromisso.
O mar deu as caras, às vezes bonito, às vezes retrucando. Aí é que se vê quem treina de verdade: quem lê série, quem sabe esperar e quem não entra na água só pra foto. Para quem tava na areia, cada bateria era uma lição de técnica e cabeça.
No fim das contas, os nomes que pegaram a ponte aérea da vitória foram Sol Carrion (no feminino) e Cauet Frazão (no masculino) — dois atletas que souberam unir sangue frio e leitura de mar na hora que importava. Vocês viram: performance que vale troféu e prêmio, e que coloca esses atletas em posição de peso no ranking.
O que me chama atenção, pra além do pódio, é a mixagem de gerações e estilos: tem jovem buscando vaga, veterano provando história e promessa que cresce. A Taça Brasil não é só sobre quem fatura grana — apesar do prêmio de R$ 10.000 oferecido por título — é sobre garantir pontos, visibilidade e a chance de subir pra elite. E isso, amigo, muda carreira.
Pra cena local — e pra quem acompanha o circuito — ver Torres receber essa galera é sinal de saúde do surf brasileiro: pico alinhado, federação atuante, imprensa cobrindo e público presente. Se a ideia é fortalecer base e elite ao mesmo tempo, essas etapas mostram o caminho: competição séria, transmissão e oportunidade pra quem vem de longe disputar seu espaço.
No fim: respeito quem entrou na água e quem segurou o tranco na areia. O mar não perdoa preguiça, e a Taça Brasil em Torres mostrou isso com clareza. Parabéns aos campeões, aos classificados e a quem fez o evento acontecer. A cena segue viva — e a gente segue de olho.
Sal na veia.

