por Adenilson
Chega uma hora que a gente percebe que todo rolê tem seu ponto final. Às vezes é o corpo que pede, às vezes é a vida que chama pra outra trilha. Hoje é a minha vez de encostar a bike da coluna de BMX da X Rock Brasil — pelo menos por enquanto.
Assumir esse espaço foi um baita privilégio. Quando me convidaram pra continuar o que o lendário Adê começou lá atrás, há mais de 20 anos, eu tremi. O cara era minha referência quando eu ainda lia sua coluna com o joelho ralado e o guidão torto. Poder dar sequência a essa história foi como voltar praquele quintal enlameado da minha avó, onde tudo começou.
Foram meses incríveis escrevendo aqui, lembrando, rindo e me reconhecendo em cada texto. Falei de oficina, de trilha sonora, de ciclovia, de infância e até de medo. Cada coluna foi uma pedalada dentro de mim. E saber que tanta gente leu, comentou, compartilhou e se viu nessas linhas… mano, isso não tem preço.
Agora vem uma nova missão dentro da própria X Rock Brasil. Outro caminho, outro tipo de pedal. Mas eu sigo com o mesmo sentimento: missão cumprida. Feliz por ter resgatado um pedacinho da essência do BMX que me formou, e por ter deixado umas marcas boas nesse asfalto digital.
Antes de fechar o capacete e seguir em frente, quero deixar um convite:
👉 Se você ama esse mundo, escreva.
👉 Se você vive o rolê, compartilhe.
👉 Se você sente falta de voz pro BMX, faça a sua soar.
As páginas da X Rock Brasil estão abertas pra quem quiser mostrar um pouco da sua visão, da sua história, das suas manobras, das suas quedas e vitórias. Esse espaço é nosso — de todos que giram o guidão e encaram o chão com coragem.
Valeu por cada leitura, cada mensagem e cada pedalada juntos.
Nos vemos por aí… na rua, na pista ou em algum texto novo.
No fim, é cair, levantar, repetir… e mandar um tailwhip no sistema.

