Após seis anos de espera, o Weezer finalmente retornou ao Brasil, e o show único no Parque Ibirapuera, em São Paulo, neste domingo (02/11), foi um triunfo. A banda californiana focou na celebração dos 30 anos de seu aclamado álbum de estreia, entregando uma performance nostálgica, emotiva e tecnicamente impecável.
A quarta passagem do Weezer pelo Brasil, headliner do recém-lançado Festival Índigo (produção 30e), cumpriu a promessa de levar o público a uma “Viagem ao Planeta Azul”. A banda subiu ao palco determinada a mostrar que o Rock Alternativo dos anos 90 não só está vivo, mas é capaz de gerar a catarse de um show perfeito.
O Domínio dos Clássicos
O setlist do Weezer foi uma homenagem direta ao seu legado, com ênfase no icônico Blue Album (1994). Com telões e iluminação predominantemente azuis, a banda não perdeu tempo, abrindo a noite com “My Name Is Jonas” e emendando clássicos como “Surf Wax America” e “Say It Ain’t So”, cantados em coro por um público que ansiava pelo retorno do grupo desde 2019.
O vocalista Rivers Cuomo, conhecido por sua persona tímida, esteve carismático e interativo. Em um momento de pura irreverência e conexão com a plateia, Cuomo alterou a letra do hit “Beverly Hills” para “that’s where I want to be, living in São Paulo, Brasil”, levando a multidão ao frenesi.
Frenesi Final com “Buddy Holly”
Apesar de o show ter sido considerado “curto” por alguns fãs — a banda optou por um set direto, focado na essência da turnê de aniversário —, o impacto foi total. O público viveu momentos de gritos, lágrimas e pura euforia.
O clímax veio no bis com a canção mais simbólica da banda. Após ouvir o público clamar com o tradicional grito de “Olê, olê, olê, Weezer, Weezer!”, a banda retornou para a “sobremesa” final: “Buddy Holly”. O hit encerrou a noite com uma explosão de energia, cravando o show como um dos mais emocionantes do ano no Ibirapuera.
O Weezer provou que o rock que conecta pais e filhos e atravessa gerações não precisa de pirotecnia; apenas de hits e atitude sincera.
