O AC/DC não brinca quando o assunto é potência. Na abertura de sua esperada turnê “Power Up” na Austrália, nesta quarta-feira (12 de novembro), a banda fez o Melbourne Cricket Ground sentir o verdadeiro impacto do rock and roll — e os sismógrafos da cidade podem provar.
De acordo com cientistas locais, as vibrações geradas pela apresentação histórica foram intensas o suficiente para serem captadas por equipamentos de monitoramento de terremotos.
Adam Pascale, cientista-chefe do Centro de Pesquisa Sismológica, confirmou o fenômeno. Segundo ele, sensores localizados em Richmond, a cerca de 3 quilômetros do estádio, registraram frequências constantes entre 2 e 5 hertz durante o período exato do concerto.
O mais fascinante é a origem dessa vibração. Pascale explicou que o tremor não foi causado apenas pelo som ensurdecedor dos alto-falantes vibrando contra o chão, mas também pela energia da própria plateia. A força de milhares de fãs pulando em uníssono ao som dos clássicos da banda foi um fator crucial para “alimentar” as ondas sísmicas que percorreram Melbourne.
“As ondas que o público estava sentindo no corpo são o equivalente ao que nossos sismógrafos detectam”, explicou o cientista à imprensa local.
O impacto foi tamanho que moradores localizados a até 10 quilômetros de distância do estádio relataram conseguir ouvir o show com clareza de suas casas.
Esse evento em Melbourne não é apenas uma curiosidade; é um testemunho da relação física entre a banda e seus fãs. O AC/DC não entrega apenas música, entrega uma experiência sísmica, provando que, mesmo após décadas de estrada, seu som continua sendo uma das forças mais potentes e brutas do planeta.
E o Brasil pode se preparar: essa mesma turnê “Power Up” tem datas confirmadas em São Paulo para fevereiro e março de 2026. Se Melbourne tremeu, São Paulo pode esperar um abalo histórico.
