Por Riffa
Sabe aquela música que você ouve mil vezes e, a cada play, ela parece ficar melhor? Pois é. O STU Pro Tour Rio, lá na Praça Duó, foi exatamente isso nesse fim de semana. A gente já conhece o refrão, mas a energia ao vivo muda tudo.
A chuva até tentou atrapalhar, deu as caras pra molhar o shape e testar a paciência, mas quem é de rua sabe que o tempo ruim é só mais um obstáculo pra pular. E o que a gente viu no Rio foi histórico.
A RAINHA DO PENTA – Não tem outra expressão: Rayssa Leal. A mina não cansa de vencer? Parece que não. Ela cravou o Pentacampeonato no Rio. Cinco vezes no topo do pódio no quintal de casa.
Com uma nota de 75.69, ela mostrou porque é a dona da cena. A australiana Chloe Covell veio forte e pegou a prata, mas a Rayssa tem aquele “algo a mais” que levanta a arquibancada e faz o juiz canetar sem medo. É a “Fadinha” virando lenda na nossa frente, manobra por manobra.
No masculino, o asfalto ferveu com um nome que merece todo o barulho: João Lucas Alves. O cara levou o ouro no Street com uma volta de 83.93, deixando o peruano Angelo Caro e o Giovanni Vianna pra trás. Ver um brasileiro no topo, num evento desse tamanho, é a prova de que a nossa base tá vindo pesada e sem freio.
No Park, a conversa foi em outra língua, mas com sotaque brasileiro no pódio.
- O Monstro Japonês: O Issei Sakurai simplesmente destruiu a pista. O moleque mandou uma volta de 95.44. Noventa e cinco! Foi a maior nota da história do Pro Tour. Ele não andou, ele flutuou.
- A Prata da Casa: Mas o nosso Luigi Cini não deixou barato. Cravou um 93.16 e garantiu a prata, mostrando que o Brasil bate de frente com qualquer um. Ele até tentou uma manobra exclusiva na última volta, mas a primeira já tinha garantido o show.
- Elas Voam: No feminino, a Sky Brown continua sendo a Sky Brown. A britânica levou o ouro com 91.09, mas a nossa Raicca Ventura colou nela e garantiu a prata com 89.98. Quase, galera! A Raicca tá andando muito e o ouro é questão de tempo.
O STU Rio provou mais uma vez que o Brasil é o epicentro dessa cultura. A gente tem o público mais barulhento, os skatistas mais raçudos e uma energia que nenhum gringo consegue copiar.
Seja no sol ou na chuva, o skate brasileiro tá de pé. E tá gigante.
Bota o fone, aumenta o volume e vai pra pista.
A rua é nossa.

