QUATRO RODAS, UMA ALMA E UM OURO NO JAPÃO

Por Riffa

 

Meu irmão mais velho dizia que rock ‘n’ roll não é sobre a marca da guitarra, é sobre o som que você tira dela. Se é Gibson ou Fender, pouco importa se o riff faz a espinha gelar. E no asfalto é a mesma fita: skate, patins, bike… a ferramenta muda, mas a atitude é a mesma língua.

Por isso, hoje eu vou “trocar o disco” e sair da lixa pra falar de poliuretano em linha. Porque o que a Ana Júlia, a nossa Julika, fez lá do outro lado do mundo, no Japão, merece um solo de bateria de cinco minutos.

Acabou de rolar o Campeonato Mundial de Roller Freestyle em Sakai, no Japão, e adivinha? O topo do pódio tem dono, e ele fala português com sotaque de Sorocaba.

A Julika foi lá e amassou. Ela conquistou a medalha de ouro, mostrando um nível técnico que deixou as gringas perdidas na partitura. Não foi sorte, foi técnica pura. A mina mandou uma linha com manobras pesadas, tipo um flare seguido de um 540, voando alto e cravando a aterrissagem.

É aquilo que eu sempre falo: a pista pode ser do outro lado do mundo, mas quando você tem base, o chão é seu.

Se você acha que patins é brincadeira de criança, você tá ouvindo a música errada. A Julika não é só uma campeã, ela é uma quebradora de barreiras.

  • A Pioneira: Ela foi a primeira mulher a acertar um 900 (dois giros e meio no ar). Isso é atitude punk rock na veia.
  • Bicampeã Consagrada: Antes desse ouro no Japão, ela já tinha levado o bicampeonato mundial de Street lá na Itália, no World Skate Games.
  • Origem de Responsa: Ela veio do projeto social “Abelhas Inline”. Isso me lembra muito o nosso corre aqui na Baixada: a gente começa com o que tem, onde dá, e ganha o mundo na raça.

Ver a Julika no topo, sendo chamada de “Princesa dos Patins” mas andando como uma gigante, me dá a mesma vibe de ver a Rayssa ou o Pedro Barros. É o Brasil mostrando que, seja em quatro rodas paralelas ou em linha, a gente domina a transição.

O recado tá dado: não importa o que você calça nos pés. Se tiver paixão e não tiver medo de ralar o joelho, o ouro vem.

Aumenta o som, bota o capacete e vai pro drop. Seja de skate ou de roller, a rua é nossa.

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