Se existe um lugar no Brasil que merece o título de capital do Heavy Metal, esse lugar é Belo Horizonte. E agora, o que já era um sentimento das ruas, tornou-se lei. A capital mineira oficializou a criação do Dia Municipal do Metal, uma homenagem direta ao impacto cultural e musical que a cidade gerou para o gênero em escala global.
Não se pode falar de metal em Belo Horizonte sem citar o Sepultura. Fundada nos anos 80 pelos irmãos Max e Iggor Cavalera, a banda saiu das garagens mineiras para redefinir o thrash e o death metal mundial. Mas a cena não para por aí. BH foi o epicentro de um movimento que revelou bandas como Sarcófago, Chakal, Mutilator e Holocausto, muitas delas lançadas pela icônica gravadora Cogumelo Records.
A oficialização da data é um reconhecimento tardio, porém necessário, ao “som de Beagá”, caracterizado por sua crueza e originalidade. Essa sonoridade influenciou ícones modernos, de Slipknot a Gojira, que sempre citam os riffs mineiros como fonte de inspiração primária.
A criação do Dia do Metal visa não apenas celebrar o passado, mas fomentar o presente. O decreto abre portas para festivais, exposições e políticas públicas que valorizem as bandas autorais da região, que seguem lutando por espaço no cenário nacional. É uma vitória para o underground que prova que o metal, longe de ser apenas “barulho”, é um pilar econômico e artístico de Minas Gerais.
Para os fãs, a data será um momento de união. É o dia de celebrar a história de cada riff composto nas ladeiras da cidade e de honrar a memória de quem fez o Brasil ser respeitado nos maiores festivais da Europa e dos Estados Unidos.
O rock nacional ganha um novo fôlego com esse reconhecimento, e o X Rock Brasil celebra junto com a “família metal” essa conquista histórica. Minas não tem mar, mas tem um oceano de distorção.
