Por Tio do Coturno
Aaah Mulheke!!!
O ano mal começou e o cheiro de queimado já está no ar. Não é de amplificador fritando, não; é o cheiro da paciência do fã de rock sendo torrada por produtoras e por ídolos que já passaram do prazo de validade da sensatez. Peguem seus coturnos, porque o campo hoje está minado.
O assunto que está deixando a nação “gunner” cuspindo marimbondo é o cancelamento do show do Guns N’ Roses no Rio de Janeiro. A desculpa? “Decisão logística da produção”.
A gente entende — e até concorda — que se o lugar não tem estrutura, se o palco corre risco ou se a logística é um caos, o show não deve acontecer. Segurança em primeiro lugar, sempre. Mas o buraco é mais embaixo: por que diabos vendem os ingressos antes de resolverem essas pendências?
O fã não é uma conta bancária sem fundo. O fã faz sacrifício, parcela o ingresso em dez vezes, reserva hotel, pede folga no trampo e, acima de tudo, cria uma expectativa que dinheiro nenhum reembolsa. Em 2010 foi a chuva na Apoteose; agora, em 2026, é essa “logística” nebulosa. É um desrespeito com quem mantém essa banda no topo há décadas. Se não tem certeza de que o circo vai ser montado, não venda o bilhete do espetáculo. Simples assim.
Aaah Mulheke!!! E falando em desrespeito, vamos atravessar o oceano para falar de uma figura que está se esforçando para ser o vilão mais chato da história do rock: Roger Waters.
Eu fico triste, de verdade. A gente queria lembrar do Waters pelas composições geniais do Pink Floyd, pelo conceito de The Wall, pela genialidade lírica. Mas o cara resolveu que, na falta de música nova relevante, a melhor arma para aparecer é o tumulto.
Ele vem a público agora, meses após a partida do nosso eterno Ozzy Osbourne (que nos deixou em julho do ano passado), para dizer que “não poderia se importar menos” com a obra do Black Sabbath. E não satisfeito em cutucar o morto, resolveu atacar a Sharon Osbourne, chamando-a de “sionista fanática” no meio de uma discussão que deveria ser sobre música.
Aaah Mulheke!!! O Waters virou aquele tiozão amargurado que defeca no microfone e em publicações só para ver se alguém ainda está olhando para ele.
Não gostar de Black Sabbath é um direito seu, Roger, mas usar o microfone para destilar esse veneno gratuito contra um cara que acabou de partir e contra a família dele é de uma baixeza sem tamanho. Ele se tornou o próprio muro que ele tanto criticou.
A resposta da família Osbourne não poderia ter sido melhor: a camiseta “Another Prick in the Wall” (Outro Cretino no Muro) com o bonequinho urinando no muro do Floyd. É o resumo perfeito. Waters hoje é irrelevante musicalmente e um gigante no quesito “passar vergonha”. Que fase, mermão… que fase!
Aaah Mulheke!!!

