O cenário do surfe profissional sofreu um impacto sísmico nesta manhã. Através de um comunicado oficial e um vídeo curto em suas redes sociais, o havaiano John John Florence, de 33 anos, confirmou que não fará parte do elenco da World Surf League (WSL) para a temporada de 2026. A notícia encerra meses de especulação sobre a motivação e o foco do atleta para este ano.
Diferente de outras pausas causadas por suas conhecidas lesões de joelho, a decisão de Florence para 2026 é estritamente pessoal e estratégica. “Sinto que atingi um ponto onde meu amor pelo surfe precisa de um novo espaço para respirar, longe do relógio e das lycras”, afirmou o tricampeão mundial.
O foco de John John agora se volta para sua outra grande paixão: a navegação. O atleta planeja uma série de expedições a bordo de seu veleiro, o Vela, buscando ondas intocadas e explorando áreas remotas do globo — algo que o calendário rígido do Tour nunca permitiu totalmente.
A ausência de John John Florence é um golpe duro para a organização do Mundial. Ele é o maior chamariz de audiência e o padrão técnico a ser batido em quase todas as etapas, especialmente em locais como Pipeline e Margaret River. Sem o havaiano, abre-se uma lacuna de protagonismo que deve acirrar a disputa entre nomes como Gabriel Medina, Griffin Colapinto e a nova geração que vem pedindo passagem.
Para os analistas, este movimento de John John é visto como uma “aposentadoria criativa”. Ao invés de se desgastar em um circuito que muitas vezes privilegia a tática em detrimento da inovação pura, ele escolhe o caminho da liberdade artística no mar.
A saída de Florence em 2026 não apaga seu brilho; pelo contrário, reforça sua aura de ícone que está acima de troféus. O mundo continuará assistindo, mas agora através das lentes de suas produções cinematográficas de alto nível, onde ele é o único juiz.
O surfe mundial entra em uma nova fase, e o outside, por enquanto, sentirá a falta de sua silhueta mais elegante.
