Nascida em Sydney, Austrália, em novembro de 1973, a AC/DC é obra dos irmãos Young: Malcolm (guitarra base, o cérebro estratégico) e Angus (guitarra solo, o showman eterno). Filho de imigrantes escoceses, Angus usava uniforme escolar nos shows iniciais – marca registrada que o transformou em ícone. O primeiro vocalista, Dave Evans, saiu rápido; Bon Scott (ex-Fraternity) entrou em 1974, trazendo letras safadas e energia punk. Com baterista Phil Rudd e baixista Larry Van Kriedt (depois Cliff Williams), gravaram High Voltage (1975, AU) e T.N.T. (1975, AU), hits locais como “It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll)”. A banda assinou com Atlantic Records e invadiu o mundo.
High Voltage (1976, internacional) e Dirty Deeds Done Dirt Cheap (1976) explodiram nos EUA/UK. Let There Be Rock (1977) é puro hard rock instrumental, com solos insanos de Angus. O pico: Powerage (1978) e Highway to Hell (1979), nº1 na Austrália e top 20 global. Bon, o “mau menino” definitivo, personificava o espírito: festas épicas, mas saúde frágil. Sua morte por asfixia alcoólica (fevereiro 1980) chocou o mundo – o álbum homônimo de 1979 soa como epitáfio profético.
Brian Johnson (ex-Geordie) assumiu e entregou Back in Black (1980): 50M+ cópias, hinos como título-faixa, “Hells Bells” (com sino de 2 toneladas) e “Rock ‘n’ Roll Ain’t Noise Pollution”. For Those About to Rock (1981) fechou a era com canhão ao vivo. Pausa nos 80s, mas The Razors Edge (1990) reviveu com “Thunderstruck” – riff hipnótico usado em esportes radicais, games e até BMX videos brasileiros.
Discografia Essencial (Top Álbuns Estúdio):
High Voltage (1976) – Debut global.- Highway to Hell (1979) – Último com Bon.
- Back in Black (1980) – Mais vendido ever.
- The Razors Edge (1990) – “Thunderstruck”.
- Ballbreaker (1995) – Produzido por Rick Rubin.
- Black Ice (2008) – Turnê mundial épica.
- Rock or Bust (2014) – Sem Malcolm.
- Power Up (2020) – Grammy, tributo a Malcolm.
Cliff Williams saiu em 2016 (substituído por Stevie Larson). Phil Rudd: prisão em 2015 (ameaças, drogas), mas voltou. Malcolm diagnosticado com demência (2014), Stevie Young no lugar; ele faleceu em 2017. Rock or Bust (2014) e turnê provaram resiliência. Power Up (2020), com faixas como “Realize” e “Shot in the Dark”, homenageia Malcolm e ganhou Grammy.
Controvérsias e Mitos:
- Letras acusadas de satanismo (“Highway to Hell”) – Bob diz: é só rock.
- Bon Scott: vida louca, morte trágica.
- Processo de Rudd (2015): banda seguiu sem ele temporariamente.
- Axl Rose (Guns N’ Roses) substituiu Brian em 2016 por problemas vocais dele.
AC/DC moldou o hard rock: influenciaram Metallica, Guns, até Charlie Brown Jr. (“Pontes Indestrutíveis” ecoa riffs AC/DC). No Brasil, fãs como Chorão idolatravam; bandas como Matanza e Raimundos citam-os. Nos extreme sports – seu público perfeito –, “Thunderstruck” é trilha de surfe em Pipeline, skate vert (Tony Hawk games) e BMX Freestyle. No cinema: Irmãos de Sangue (2002 doc oficial), trilhas em Falcon Down e Iron Man 2. Vendas: 200M+ álbuns, 5 Grammys, Hall da Fama (2003).
Curiosidades Elétricas:
- Angus comeu um frango inteiro no palco em 1975.
- sino de “Hells Bells”: 2 toneladas, feito na mesma fundição de sinos famosos.
- Maior público: 200k em Moscou (1991).
- Brian Johnson: coleciona carros vintage, quase surdo de shows.
AC/DC no Brasil 2026: Power Up Tour – O Retorno do Trovão!
Fevereiro 2026: shows históricos! São Paulo (Allianz Parque, 20/02: 45k fãs), Rio (Maracanã, 23/02: 70k). Setlist: “If You Want Blood”, “Back in Black”, “Thunderstruck”, “T.N.T.”, “For Those About to Rock” + Power Up novidades. Angus (71) voa no palco; Brian (78) ruge como nunca. Primeira vez pós-pandemia, após 2010 (Rock in Rio). Transmissões no Globoplay e YouTube oficial bateram records. Próximo? Porto Alegre em março?
Por Que AC/DC em 2026? Eles são imortais: sem poses, só riffs. Num mundo de trap e auto-tune, AC/DC lembra o rock raiz – perfeito pros headbangers de skate, surfe e mosh pits.
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