A cena pesada do Brasil segue firme e forte — e quem confirma isso é Fernanda Lira, vocalista e baixista da Crypta. Em entrevistas recentes ao Wikimetal e à Metal Hammer, ela não poupou elogios à nova safra de bandas nacionais — entre elas, Black Pantera, Surra, Eskröta e Demonia.
Segundo Fernanda:
“Eu vejo o rock no Brasil vivíssimo. Não só o rock, como o metal e o crossover… eu acho que ela respira e muito.”
“Acho que a gente tem uma das melhores cenas de rock and roll e metal do mundo. Uma cena guerreira… muito forte.”
Ela destaca Black Pantera, de Uberaba (MG), como um dos principais expoentes, com shows intensos, presença poderosa no palco e letras politizadas que encaram racismo e desigualdade com fúria e atitude.
Sobre Surra e Eskröta, Fernanda afirmou:
“A Eskröta é uma banda feminista de crossover que eu adoro pra caramba. Já o Surra é meu grupo favorito de assistir ao vivo.”
Ela também citou Demonia como parte dessa geração de mulheres que carregam o rock brasileiro com orgulho e potência.
Por que isso importa?
Essas bandas estão ajudando a reconstruir a imagem do rock no Brasil — longe dos holofotes da mídia mainstream, mas com força real nos palcos, em festivais, redes sociais e feiras independentes.
A resistência e a autenticidade da cena underground brasileira estão na raiz dessa renovação. Fernanda reforça que, apesar dos obstáculos, há uma cena forte e organizada, com fãs leais que compram vinis, camisetas, cassetes e apoiam de verdade os artistas.
O que vem por aí?
Com a Crypta em turnê pela Europa, Fernanda segue como porta-voz do metal nacional e modelo para muitas bandas emergentes. Enquanto isso, o trio Black Pantera continua a ganhar prêmios e lotar shows (incluindo presença no Rock in Rio e virada de chave com o álbum Perpétuo).
Já a Eskröta, de Rio Claro/São Carlos, e o Surra, de Santos, lançaram álbuns recentes e intensificam sua presença ao vivo e em festivais.
✅ Conclusão
Fernanda Lira reafirma algo que muitos já sabem na cena: o rock nacional está longe de desaparecer. Ele vive na rua, nos pubs, nas garagens, nas vozes das bandas emergentes. E se você ainda duvida disso, olha o line‑up brasileiro na sua próxima gig — você vai sentir o coração da cena batendo forte.
