por Adenilson
Lá em Assunção, no Pan Junior, o BMX Freestyle estreou. E a gente já chegou fazendo barulho. Um moleque nosso, o Davi Sodré, foi lá e meteu um bronze no peito. Pra quem olha de fora, pode parecer só um terceiro lugar. Mas essa medalha, meus amigos, não é só um pedaço de metal. Ela é um recado.
Um recado de que o nosso rolê, o que a gente faz no dia a dia, na pista improvisada, no estacionamento vazio, tem valor. O Davi falou uma parada depois que desceu do pódio que é a pura verdade: “estamos construindo um legado sólido”. É isso. Não é sobre ganhar uma competição isolada. É sobre construir uma história, tijolo por tijolo, manobra por manobra.
E a Luna Navarro? Ficou em sétimo. E daí? A mina foi lá, uma das mais novas do rolê, botou a cara na frente de um continente inteiro e representou. Isso é casca. Isso é aprendizado que pódio nenhum ensina. É a experiência que vai fazer dela uma gigante amanhã. O que ela e a galera do Racing, como o Lucas Zimmermann, fizeram lá foi mais do que competir. Foi abrir porta. Foi mostrar pra molecada que tá começando agora que o caminho existe.
A gente, que é da rua, às vezes olha pra esses eventos com um pé atrás. Mas a verdade é que ver um dos nossos subindo no pódio, seja com ouro, prata ou bronze, é uma vitória pra todo mundo. É a validação de cada joelho ralado, de cada peça soldada na garagem, de cada “não” que a gente ouviu na vida.
A medalha do Davi é histórica. É a primeira. E ela tem o peso de cada um de nós que já subiu numa bike de aro 20 e sonhou em voar. O legado tá sendo construído. E ele é nosso.
No fim, é cair, levantar, repetir… e mandar um tailwhip no sistema.

