O CORAÇÃO DO BMX PULSA EM MARINGÁ

por Adenilson

Eu sempre digo que o BMX é mais que manobra. É comunidade. E nesse último fim de semana, a prova disso explodiu lá em Maringá, no Brasileiro de Freestyle. Eu fiquei daqui, acompanhando pela tela do celular, com aquele sentimento misturado de orgulho e uma vontade do c*cete de estar lá. O que rolou no Centro Nacional de Treinamento foi a fotografia perfeita do que a nossa cena se tornou.

A gente viu a elite mostrando por que tá lá em cima. O Gustavo “Bala Loka” é um monstro. O cara se recupera de lesão e volta pra dominar, com uma nota de 89,00. Isso não é só talento, é cabeça, é garra. E a Eduarda Bordignon no feminino? Campeã com uma volta limpa, mostrando que as minas não estão só ocupando espaço, elas estão definindo o nível técnico do rolê. É inspirador pra c*ralho.

Mas o que mais me pega nesses campeonatos não são só os nomes que já conhecemos. É olhar a lista de campeões e ver as outras categorias. É ver um moleque como o Pedro Luiz de Souza, na Iniciante III, metendo 89,00 pontos, a mesma nota do campeão da Elite. É ver a Luna Navarro na Júnior Feminino, a galera do Master, do Grandmaster… isso mostra a força da nossa base. O BMX não é feito só de atletas de ponta. É feito do moleque que tá começando, da mina que tá pegando confiança, do tiozão que se recusa a pendurar a bike.

E o mais foda de tudo? Saber que a associação que organiza o rolê lá em Maringá virou de Utilidade Pública. Isso significa que o trabalho deles de tirar a molecada da rua e botar em cima de uma bike agora é reconhecido oficialmente. Isso, pra mim, vale mais que qualquer medalha de ouro. É a prova de que o nosso esporte não é “coisa de vagabundo”. É ferramenta de transformação. É inclusão. É dar uma chance pra quem muitas vezes não tem nenhuma.

Enquanto uns só veem manobra, a gente vê vida. Enquanto a TV mostra o pódio, a gente celebra a comunidade que construiu a rampa. O que aconteceu em Maringá foi gigante. Foi a prova de que, não importa onde você esteja, o coração do BMX brasileiro tá pulsando forte. E tá pulsando por todos nós.

No fim, é cair, levantar, repetir… e mandar um tailwhip no sistema.

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