Por Sam
Sal na veia, galera!
Essa semana, enquanto a gente ainda tá com a ressaca moral da vitória do Yago em Fiji, o mar aqui em Geribá, Búzios, resolveu dar o ar da graça e mostrar quem está mandando por aqui. E que espetáculo! A quinta etapa da CBSurf Taça Brasil 2025 botou a nova geração pra quebrar em ondas de 8 a 12 pés. Isso não é marola, irmão. É o oceano testando os limites da molecada.
E a gente viu de tudo. A Praia de Geribá, que já é um santuário pra quem conhece o surf de verdade, virou um palco épico. O cearense Rafael Venuto voou, meteu um aéreo de backside com rotação completa que valeu 8,00 pontos e somou 14,50. É a técnica lapidada na raça, que a gente tanto prega.
Mas o que mais me deixou de cabelo em pé foi ver a garra dessa molecada.
Aí entra o Yuri Gabryel, catarinense, apenas 16 anos. Com a maturidade de quem já viu muito mais mar do que a idade indica, ele surfou com uma versatilidade absurda. Misturou aéreo com rasgada vertical, aproveitando cada rampa que o mar oferecia. E levou! Superou o experiente Renan Pulga numa disputa que fez a areia tremer. Esse moleque é a prova viva de que o futuro do surf brasileiro tá garantido. O Yuri é a essência do que a gente acredita: talento, ralação e respeito pelo mar.
E do lado feminino, a Aurora Ribeiro, de Ubatuba, 17 anos, mostrou que não tá pra brincadeira. Com uma campanha consistente, ela conquistou seu primeiro título profissional. Essa mina tem a determinação de quem sabe que o lugar da mulher no surf é no topo, não na areia posando pra foto.
E o mais legal, pra gente que é raiz, é ver que a comunidade local de Búzios abraçou a causa. Sunny Pires e Theo Fresia, atletas da casa, surfando com a bandeira da cidade. O Hugo Netto, presidente da Associação de Surf de Búzios, metendo a cara na competição e mostrando que o comprometimento com o esporte vai muito além do paletó.
E não é só isso. A CBSurf com uma premiação de R$ 100 mil, 5.000 pontos no ranking. Isso é respeito, é investimento. É a prova de que a gente tá no caminho certo, valorizando quem realmente merece. E o mutirão de limpeza na praia, com atletas e comunidade, mostrando que a responsa ambiental não é papo de gringo, é a nossa obrigação. A Duda Tedesco da CBSurf liderando o plantio de restinga, porque a gente sabe que sem natureza, não tem surf.
Esses moleques e minas são a prova de que a nossa tempestade brasileira segue forte. Eles não estão preocupados em vender um “lifestyle” de araque. Eles estão na água, na porrada, no respeito.
O mar de Geribá rugiu e reconheceu a nova geração. E a gente, que tá aqui na beira do oceano há décadas, só pode dizer:
É ISSO, IRMÃO! O LEGADO ESTÁ EM BOAS MÃOS!

