Vert Battle 2025

Por Riffa

Curitiba virou palco de respiração pesada, manobra no limite e aplauso sincero. O Vert Battle 2025 chegou rasgando o céu da cidade — e quem tava lá sabe: o barulho das rodinhas subindo e descendo na transição parecia o som de um motor aquecendo o coração.

No ginásio do Tarumã, a vibe era de pista viva. A galera gritando, o som do punk misturado com o eco das manobras — e aquele clima que só o skate tem: respeito, nervosismo e amizade. No meio disso tudo, Gui Khury fez o que só ele sabe fazer: voou.
Um 900º que parecia desacreditar a gravidade e, quando ele pousou, o ginásio virou um mar de braços pro alto. Nota 95.13 e uma sensação de que o futuro do vertical tá sendo escrito agora, por mãos (e pés) brasileiras.

Logo atrás, Luigi Cini manteve o nível lá em cima — estilo limpo, técnica absurda. E o espanhol Egoitz Bijueska completou o pódio, mostrando que o intercâmbio cultural do skate é real: pista brasileira, sotaque misturado e uma paixão universal pelo barulho da lixa no coping.

No feminino, que aula.
A japonesa Mizuho Hasegawa chegou como quem não veio pra participar — veio pra deixar marca. Dominou o half com linhas perfeitas e levou o ouro. Helena Laurino, firme, mostrou evolução e coragem — e foi ovacionada. Dá orgulho ver o vertical feminino crescendo, com mulheres que inspiram e desafiam os próprios limites.

E sabe o que mais marcou? O público.
Entrada gratuita com doação de 1kg de alimento, famílias inteiras nas arquibancadas, crianças com shapes pequenos olhando pra pista como quem vê um super-herói de verdade. Isso é o skate que a gente quer: o que inspira, o que acolhe, o que transforma.

O Vert Battle não é só um campeonato — é um lembrete: o skate vertical ainda pulsa forte, e cada giro, cada queda e cada volta completada é poesia concreta (literalmente).

E eu, Riffa, volto pra casa com a garganta rouca e o coração leve.
Porque quando o skate respira, a gente respira junto.
E quando o Brasil faz história em cima de uma rampa, dá pra acreditar que a cena nunca vai morrer — só vai subir mais alto.

Até a próxima, e lembrem: andar é protesto, voar é poesia.

Poste seus comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe:

Edit Template

Sobre

O maior portal sobre rock e esportes radicais da Baixada Santista.

Fundado em 2005
Itanhaém, SP, Brasil

Seções

  • Colunas
  • Destaque
  • Entretenimento
  • Esportes Radicais
  • Matérias
  • Podcast
  • Rock Internacional
  • Rock Nacional
  • Últimas do Rock

© 2025 X Rock Brasil. Todos os direitos reservados.
KCliCK Design