AQUI É BRASIL. 99 PONTOS. O VERTICAL TEM NOVOS DONOS.

Por Riffa

 

Meu irmão mais velho sempre disse que tem show que é bom e tem show que muda a história. O que a gente viu no Vale do Anhangabaú não foi um campeonato. Foi um desses shows.

Fiquei daqui de Itanhaém, com a maresia batendo na janela, grudada na tela vendo o “solo sagrado” do skate de rua ser invadido por uma transição que parecia um monstro. E o que rolou ali no STU Pro Tour Vert foi um recado pro mundo. O skate vertical tem novos donos, e eles falam português.

A final foi uma paulada, um riff de guitarra que foi subindo de volume até estourar os amplificadores. E no meio disso tudo, dois moleques resolveram quebrar a lógica.

1. Guilherme Curi (O “Guinness”) O moleque tem 16 anos. Dezesseis. E ele meteu a volta mais absurda da história. Não sou eu que tô falando, os caras da transmissão cravaram: 99 PONTOS. A maior nota da história do skate vertical no planeta. Ele não fez uma volta, ele fez uma obra de arte. Mandou um 900 no meio da linha como se fosse um ollie, e ainda emendou um flip 360 num 720. Isso não é talento, isso é outro nível de atitude. O moleque é um monstro.

2. Luigi Cini (O “Absolute”) Aí você pensa: “acabou”. Mas o Luigi, parceiro de treino do Gui lá do Paraná, olhou praquele 99 e falou: “Segura aí”. Ele meteu uma volta de 98 PONTOS. E ele não fez isso copiando. Ele foi pelo caminho dele. Ele mandou uma manobra “exclusiva”, que nem os narradores sabiam o nome, uma parada que ele chamou de “Kick Stay of five”. A plástica, o estilo daquele rolê… é o tipo de skate que dá gosto de ver. É a prova de que os dois se puxam pra um nível que ninguém mais alcança.

3. Rony Gomes (O “Papai”) E pra fechar o pódio 100% brasileiro, o cara que é a base disso tudo. O Rony Gomes. O “papai do vert”, o cara que segurou a cena viva no Brasil por anos. Ele foi lá e simplesmente mandou a “melhor volta da vida” dele. Isso é ter a casca grossa. Ver o Rony ali, comemorando com o Gui e o Luigi, foi ver a velha e a nova escola celebrando juntas.

Não foi só o pódio. Foi o Tomás Augusto, depois da final, voltando pra pista SÓ pra mandar um 900 pra galera. Foi ver o Pedro Barros voando na altura dos prédios do Vale.

Essa molecada não tá só andando de skate. Eles estão ditando o ritmo. Eles pegaram o hardcore e misturaram com a técnica mais absurda. O que aconteceu em São Paulo não foi um evento, foi um aviso.

Aumenta o som. O skate é nosso.

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