DREAM TOUR FLORIPA — ONDAS GRANDES, CABEÇA FRIA

por Sam

 

Sal na veia, galera.

Se tem um lugar que sabe testar surfista, é a Praia Mole, em Floripa. E a Corona Cero Dream Tour 2025 mostrou isso desde o primeiro drop: ondas fortes, vento girando e mar com cara de quem quer separar quem surfa por amor de quem surfa por status.

Foram dias intensos, com transmissão ao vivo pela CBSurfPLAY, mostrando cada bateria e cada wipeout daqueles que fazem o coração bater junto. O evento foi pra fechar o circuito nacional e coroar os melhores do ano — e olha, o nível tá altíssimo.

No feminino, Laura Raupp (SC) deu aula no próprio quintal. A catarinense mostrou porque é uma das maiores promessas do país: leitura de mar apurada, manobras limpas e confiança até quando a série fechava com força. Já se garantiu entre as campeãs da temporada e deixou claro que a nova geração tá vindo com atitude e cabeça fria.

No masculino, Cauet Frazão (PE) veio embalado da etapa de Torres e manteve o ritmo — tá entre os grandes nomes da disputa e brigando pelo topo com sangue nos olhos. Também vale destacar o Heitor Mueller (SC) e o Ryan Kainalo (SP), que mostraram técnica e consistência em um mar que nem sempre colaborou.

E teve emoção fora da água também: o evento precisou ser pausado por causa de um ciclone extratropical, que virou o mar de ponta-cabeça e botou todo mundo pra testar nervos e paciência. Mesmo assim, a vibe permaneceu — a galera se manteve firme, respeitando o mar e voltando com força quando as condições melhoraram.

O que mais me marcou foi o espírito da galera. Mesmo com premiação alta e disputa acirrada, ainda existe aquele clima de união, de troca, de aprendizado. O Dream Tour é a vitrine da elite, mas também o espelho pra quem tá chegando agora entender o que é ser atleta de verdade — foco, respeito e amor ao mar.

Hoje o evento encerra — e, mais do que títulos, o que fica é o exemplo: quem quer chegar lá em cima precisa suar, esperar o tempo certo e, quando a onda vier, dropar sem medo.

Floripa entregou o show. E o surf brasileiro segue vivo, pulsando e cada vez mais técnico.

Nos vemos na próxima, galera.
E lembra: o mar ensina todo dia, mas só aprende quem respeita.
Sal na veia.

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