Por Riffa
Meu irmão mais velho dizia que todo bom álbum precisa de um silêncio entre as faixas para a gente respirar e processar a paulada que acabou de ouvir. E 2025, galera… 2025 não foi um álbum qualquer. Foi um disco duplo, ao vivo, com distorção no máximo.
Olhando pelo retrovisor, com a maresia de Itanhaém batendo no rosto, eu só consigo pensar em como a gente voou alto esse ano. A gente não só assistiu, a gente viveu cada drop.
2025 foi um ano de quebra de barreiras. A gente viu a Raika Ventura e o Dan Sabino mostrarem que a nova geração não pede licença, ela arromba a porta. A gente viu o Vertical renascer com o Gui Khury e aquele 99 pontos histórico que desafiou a gravidade e a lógica. A gente celebrou o Time Brasa defendendo a honra em Floripa e viu o Rio de Janeiro ferver sob chuva e sol. A gente até trocou o shape pelas rodas em linha pra aplaudir a Julika conquistando o mundo no Japão.
E, claro, fechamos com a Rayssa Leal. O tetra dela no Ibirapuera não foi só uma vitória, foi a consagração de uma era. Foi o grand finale com fogos de artifício.
Agora, o amplificador precisa esfriar um pouco. Vou aproveitar esse fim de ano para dar um trato no meu shape, limpar os rolamentos (porque a maresia não perdoa) e curtir a família e os amigos. É hora de comer pavê, pular onda e recarregar a bateria, porque skatista também precisa de descanso pra curar os roxos e voltar mais forte.
Queria agradecer a cada um de vocês que colou aqui na coluna toda semana. Vocês são a minha crew, a galera que faz barulho na grade. Escrever pra vocês é tão bom quanto acertar aquela manobra que a gente tá tentando há meses.
Mas não se acostumem com o silêncio. Em janeiro, a Riffa tá de volta. Vamos trocar a lixa, apertar os trucks e começar 2026 com o pé na porta. O verão vai estar bombando e a gente vai ter muita história pra contar.
Boas festas, bom rolê e cuidem uns dos outros.
Bota o fone, curte a pausa, mas não esquece: a rua é nossa.
Até ano que vem! 🤘

