O rock brasileiro perdeu, neste 25 de dezembro de 2025, um de seus arquitetos sonoros mais importantes. Luciano Amorim, amplamente conhecido como “Macarrão”, faleceu aos 59 anos em sua residência em São Paulo. Técnico de som de P.A. (Public Address) de prestígio internacional, Macarrão foi o responsável por garantir que o público ouvisse com perfeição os maiores hinos do nosso rock nas últimas décadas.
Uma Trajetória de Peso e um Livramento Histórico
A carreira de Macarrão confunde-se com a própria história do rock nacional dos anos 90. Ele foi peça-chave na equipe dos Mamonas Assassinas durante o auge meteórico da banda. Por uma ironia do destino e uma escolha profissional — ele permaneceu em Brasília para coordenar a retirada de equipamentos e para celebrar o aniversário da filha —, Macarrão não embarcou no jato que vitimou o grupo em 1996.
Desde então, ele se tornou uma figura central na estrada com os Raimundos, sendo considerado por Digão e Canisso (in memoriam) como um “quinto membro” da banda. Sua técnica também serviu a gigantes como Sepultura, Tihuana e Charlie Brown Jr.
Homenagens das Estrelas
A notícia de sua partida gerou uma onda de comoção imediata. A conta oficial do Raimundos publicou: “Macarrão era uma figura! Muito carismático e amado por todos nós, um excelente profissional respeitado no Brasil e fora dele! Ficam aqui os nossos sentimentos à família”.
Digão, vocalista e guitarrista do Raimundos, também expressou sua dor: “Hoje o som do céu ficou melhor. Perdi um irmão de estrada, um cara que entendia cada nota que eu dava antes mesmo de eu tocar”. Outros profissionais de áudio e músicos de bandas como Tihuana, Detonautas e CPM 22 também lotaram os comentários com memórias de sua generosidade e bom humor.
Macarrão deixa um legado de profissionalismo e humanidade. Ele era a prova de que o rock não é feito apenas por quem está sob os holofotes, mas principalmente por aqueles que, no escuro da técnica, fazem a mágica acontecer. O portal X Rock Brasil deseja força aos familiares e amigos.
