Por Riffa
Feliz 2026, galera! Espero que o recesso de vocês tenha tido muito rock no fone e pouco tombo no asfalto. Eu aproveitei a pausa pra dar aquele trato nos rolamentos, mas confesso que o pé já tava coçando pra voltar pro drop. E não é que o ano mal começou e a gente já recebeu um solo de guitarra épico em forma de notícia?
Meu irmão mais velho sempre dizia: “Se a banda principal cancela o show na gringa, a gente traz o festival pro quintal de casa e faz um barulho ainda maior”. E é exatamente isso que vai rolar.
Todo mundo ficou naquele silêncio tenso quando soube que o Campeonato Mundial, que deveria ter rolado em Washington, foi cancelado. Parecia que o circuito ia ficar sem o seu gran finale. Mas o skate é resistência, e São Paulo provou que não amarela.
Se em dezembro a Rayssa Leal já mostrou que é a dona da lixa ao conquistar o tetracampeonato, imagina o que vai ser esse Mundial.
A Tropa Brasileira: Rayssa chega com o status de lenda viva, mas a gente ainda tem nomes como Pâmela Rosa e Giovanni Vianna prontos pra quebrar tudo.- O Invasão Japonesa: As medalhistas olímpicas Coco Yoshizawa e Liz Akama certamente virão com sangue nos olhos para tentar retomar o topo.
- O Clima: Se 10 mil pessoas fizeram o Ibirapuera tremer no Super Crown, em março a gente vai precisar de um sismógrafo.
Ter um Mundial aqui, logo no começo do ano, é o combustível que a gente precisava. É a prova de que o Brasil não é só um coadjuvante; a gente é o produtor, o vocalista e o guitarrista solo dessa cena. Enquanto Washington deu pra trás, São Paulo abriu os braços pra elite do skate.
Então, já vai preparando o kit. Março vai ser o mês de ver a história sendo escrita de novo, manobra por manobra, com aquele cheiro de borracha queimada e o som das rodinhas estalando no concreto.
A gente se vê na grade. Porque se o mundo quer ver skate de verdade, ele tem que vir pra cá.
O drop agora é mundial. E a rua, como sempre, é nossa.

