Aaah Mulheke!!! SAIA DA BOLHA: O ROCK NÃO É COMÍCIO E O FÃ NÃO É INIMIGO

Por Tio do Coturno

Aaah Mulheke!!!

O papo de hoje é reto, sem distorção e sem pedal de efeito. Eu tenho observado uma doença silenciosa que está matando carreiras que levaram décadas para serem construídas. O nome dessa praga? A Bolha.

Não tem sido raro ver artistas, músicos e até influenciadores que a gente respeitava se perdendo em discursos inflamados, deixando que suas opiniões políticas passem por cima de toda uma história. O sujeito entra na rede social, vê meia dúzia de comentários concordando com ele — o famoso “algoritmo do carinho” — e acha que o mundo inteiro pensa igual. Aí, ele se sente no direito de subir no palco ou pegar o celular para atacar quem não reza pela cartilha dele.

O que esses artistas não percebem é que, ao atacar um lado ou outro, eles estão atingindo o próprio público. O cara acredita que a “sua bolha” é o pensamento comum de todos que colaboraram para ele estar ali, mas a realidade é um balde de água gelada.

De um lado, vemos discursos agressivos chamando seguidores de determinada corrente de “bandidos” ou “encostados”. Do outro, grupos gritando frases como “sem anistia” e, pasmem, sugerindo que classes religiosas não deveriam ter direito ao voto.

Aaah Mulheke!!! Onde foi que a gente se perdeu?

Eu não estou aqui para dizer quem está certo ou errado na política — até porque o Tio do Coturno aqui só vota no Rock. Mas a poucos dias eu vi um video da Penélope, lá da época de ouro da MTV, onde ela defende que: “A maioria de nós quer as mesmas coisas”. Ela tem toda a razão! No fim do dia, todo mundo quer segurança, saúde, comida na mesa e liberdade. A única diferença é que cada um acredita que um caminho diferente vai levar a isso.

Infelizmente, essa bolha maldita está fazendo amigos de infância brigarem, bandas históricas se separarem e o público colocar músicos talentosos no escanteio. E não adianta o artista reclamar de “cancelamento” se foi ele quem desferiu o primeiro golpe contra quem pagou o ingresso.

Entendam uma coisa: se você é artista, você depende de um público. Vamos voltar no tempo e lembrar da ética básica: respeite o seu “cliente”. Não é porque o fã tem sempre razão, mas porque você precisa dele para o seu “negócio” girar. Mais do que isso: a gente precisa viver em sociedade com o mínimo de respeito e tolerância.

O palco deveria ser o lugar da união, onde o riff de guitarra faz o ateu e o religioso, o de direita e o de esquerda, baterem cabeça juntos. Se você usa o seu microfone para dividir em vez de somar, você não está fazendo rock, está fazendo campanha. E campanha passa, mas a mancha na carreira fica.

Saiam da bolha, mermão! O mundo é muito maior do que o seu feed de notícias.

Aaah Mulheke!!!

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