Se existe um lugar em Itanhaém onde o “bom e velho rock ‘n’ roll” não pede licença, esse lugar é o Armazém do Rock (@armazemdorock.official). Localizado na Av. Estados Unidos, 1025, no Cibratel I, a casa provou nesta última noite de janeiro que é o refúgio perfeito para quem gosta de som alto e energia vibrante.
O ambiente é democrático: quem quer sentir a pressão sonora e pular com a galera fica no ambiente interno, onde o rock rola “no talo”. Já quem prefere um bate-papo entre amigos enquanto as bandas quebram tudo, encontra nas mesas externas o conforto ideal. O que realmente diferencia o Armazém é a hospitalidade. A simpatia dos colaboradores lembra muito o clima de motoclubes: você chega, é bem recebido e, em minutos, já se sente parte de uma irmandade que se conhece há anos.
A grande novidade para 2026 é que a casa, que até o ano passado operava com shows quinzenais, está testando eventos todos os finais de semana e promete ainda mais surpresas para os frequentadores.
A4 Rock: Hard Rock e a União no Palco
A noite começou pesada com a A4 Rock. A banda, formada por Fábio Paiva @fabekaaa (vocal), Fernando Guimarães @fer_guima88 (guitarra), Fábio Matos @fabongada (guitarra), Cauê Cavalheiro @koweps (baixo) e Rafa Antunes @rafa_rhcp (bateria), entregou um setlist que passeou com maestria pelo hard rock, classic rock e metal.
Desde clássicos como “It’s My Life” do Bon Jovi até o peso do Iron Maiden e o hino “Enter Sandman” do Metallica, a banda manteve o público em êxtase. Um dos momentos mais marcantes foi a união entre as bandas da noite, quando integrantes se juntaram para uma versão histórica de “Smoke on the Water”. A A4 fechou sua apresentação com a irreverência de “Eu Quero Ver o Oco”, dos Raimundos.
Malaki: Uma Viagem Épica da Meia-noite à Madrugada
Exatamente à meia-noite, a Malaki assumiu o comando do palco. Com Luciano Macedo @lucianopmacedo nos vocais, Rodolfo Almeida @alm.rodx na guitarra, Jean Pierre @billie_jean_bjn no baixo e Armandinho @armandoguerra_79 na bateria.
Eles abriram a apresentação com a magnitude de “Another Brick In The Wall”, do Pink Floyd, e guiaram o público por uma jornada sonora que contemplou o balanço dos Rolling Stones, o grunge do Pearl Jam e a grandiosidade do Queen. A versatilidade do grupo ficou evidente ao passarem pelo coro coletivo de “Don’t Stop Believin'” do Journey e pela pegada moderna do Linkin Park, antes de mergulharem no peso de Ozzy Osbourne com “Mr. Crowley”, no ritmo de “Rock ‘n’ Roll Train” do AC/DC e na velocidade de “Ace of Spades” do Motörhead.
O apoio mútuo entre os músicos foi o ponto alto do espírito da noite: a Malaki chegou cedo para prestigiar a A4 Rock, e os integrantes da A4, junto com amigos e familiares, permaneceram até o fim curtindo o show da Malaki. O encerramento foi apoteótico, com um pot-pourri que incluiu “Killing in the Name” (Rage Against the Machine), uma repetição do hino dos Raimundos e, atendendo a pedidos de “mais um”, fecharam a noite com o peso do System of a Down (SOAD).
Encerrando
Para fechar a noite com chave de ouro, fomos surpreendidos pelo lado mais humano e transformador que só o rock proporciona. Uma senhora de 61 anos procurou a equipe da X Rock Brasil, visivelmente emocionada, para compartilhar que aquela era a primeira vez em sua vida que tinha a oportunidade de estar em um show de rock. Com lágrimas nos olhos, ela descreveu tudo o que viveu como algo “lindo” e confessou o desejo de retornar outras vezes, provando que a energia do palco não tem idade para tocar o coração. A magia da madrugada nos acompanhou até o caminho de volta quando, ao entrarmos no Uber, fomos recebidos por uma playlist do motorista que, por uma feliz coincidência, passava por vários dos sons que haviam acabado de ecoar no Armazém, selando o encerramento da nossa cobertura com a grandiosidade do Queen.
O X Rock Brasil agradece a toda a equipe do Armazém do Rock pela recepção fenomenal. Com entrada free e cerveja puro malte a preço justo, a casa reafirma seu lugar como parada obrigatória para os amantes da cultura rock em Itanhaém.





















