A decisão afeta em diversos países, entre eles o Brasil, o Reino Unido, a Itália e a Alemanha, após mais de quatro décadas de história. O anúncio faz parte de uma reestruturação mundial da empresa, que decidiu concentrar seus investimentos em plataformas de streaming como o Paramount+, em detrimento dos canais de TV a cabo tradicionais.
No Brasil, a MTV já havia vivido duas fases marcantes. A primeira, sob o comando do Grupo Abril, estreou em 1990 e fez história ao lançar nomes icônicos da música e do entretenimento, como Cazé Peçanha, Astrid Fontenelle, Marcos Mion, Didi Wagner, João Gordo e Thunderbird. Essa versão foi responsável por programas que se tornaram parte da memória afetiva de toda uma geração — como Disk MTV, Top 20 Brasil, MTV na Rua, Piores Clipes do Mundo e Rock Gol.
Em 2013, o canal saiu do ar e retornou pouco tempo depois, agora sob controle da Viacom (hoje Paramount), em um formato mais comercial e distante do espírito rebelde e musical que o consagrou nos anos 90. Desde então, a audiência nunca mais atingiu o mesmo nível de relevância, sendo ofuscada por novas plataformas como YouTube, TikTok e Spotify, que assumiram o papel de descobrir e divulgar novos artistas.
Com o anúncio recente, a marca MTV deixará definitivamente as grades de TV linear, sobrevivendo apenas em versões digitais e especiais de streaming. Segundo a Paramount, o foco passa a ser “modernizar a presença digital da MTV e integrá-la ao universo de streaming global da companhia”.
Outros canais afetados pela decisão incluem Comedy Central, Nick Jr., Nickelodeon Teen e VH1, que também passarão por fusões ou encerramentos em alguns mercados internacionais.
Mesmo com o fim oficial do canal, a influência da MTV na música e na cultura pop é indiscutível. Ela não apenas moldou gerações inteiras, mas ajudou a consolidar o videoclipe como forma de arte e ferramenta de expressão artística.
