O mundo do rock amanheceu em luto neste dia 26 de dezembro com a confirmação do falecimento de Perry Bamonte. O músico, que os fãs e a banda conheciam carinhosamente pelo apelido de “Teddy”, morreu em sua casa durante o feriado de Natal, após enfrentar uma breve doença. A notícia foi confirmada oficialmente pelos canais do The Cure, acompanhada de uma mensagem carregada de emoção assinada por Robert Smith e seus companheiros.
De Roadie a Protagonista: A história de Perry com o The Cure é o tipo de narrativa que inspira músicos ao redor do mundo. Ele começou sua trajetória com a banda em 1984, não no palco, mas nos bastidores, como parte da equipe técnica e assistente pessoal de Robert Smith. Sua lealdade e talento silencioso foram notados e, em 1990, após a saída de Roger O’Donnell, ele assumiu oficialmente as guitarras e teclados do grupo.
Sua estreia em estúdio aconteceu no aclamado álbum Wish (1992), que gerou o hit global “Friday I’m in Love”. Teddy trouxe uma textura única para a banda, participando ativamente da criação de obras densas como Wild Mood Swings (1996) e Bloodflowers (2000). Sua versatilidade como multi-instrumentista permitiu que o The Cure explorasse novas camadas sonoras durante os mais de 400 shows que realizou em sua primeira passagem.
O Retorno Triunfal e o Legado: Após deixar a banda em 2005, Perry manteve-se próximo ao universo artístico, dedicando-se também às ilustrações. Em 2019, subiu ao palco novamente com seus velhos amigos para a indução do The Cure ao Rock & Roll Hall of Fame. O ciclo se fechou de forma poética em 2022, quando ele foi reintegrado oficialmente para a turnê Shows of a Lost World, participando de apresentações históricas que culminaram no show em Londres no final de 2024.
“Quieto, intenso, intuitivo e imensamente criativo”, descreveu o comunicado da banda. Perry Bamonte deixa um vazio não apenas técnico, mas humano. Ele foi a prova de que, no rock, a constância e a entrega valem tanto quanto os solos virtuosos.
O portal X Rock Brasil presta suas condolências à família, aos amigos e à legião de fãs que, hoje, ouvem as notas de “Trust” com um aperto diferente no peito.

