Por Tio do Coturno
Aaah Mulheke!!!
Tem gente que envelhece com classe… e tem o Axl Rose.
O cara subiu ao palco em Buenos Aires, encontrou problemas técnicos e resolveu reviver o personagem dos anos 90: o rei do xilique. Microfone voando, cara emburrada, e um público inteiro assistindo o que devia ser um show inesquecível virar uma reprise de crise de ego.
Olha, Axl, com todo respeito à sua história — você já foi o garoto símbolo do caos, o nome que fazia os seguranças suarem frio. Mas o tempo passa, meu chapa. A voz pode falhar, o corpo pode cansar, mas o que devia crescer com a idade é a experiência.
O público que tava ali não queria ver um tantrum de estrela; queria ouvir as músicas que marcaram a vida. Gente que economizou, viajou, sonhou com aquele momento. E recebeu o garotinho mimado de volta.
A idade chegou, mas parece que a maturidade ficou presa no backstage.
Aaah Mulheke!!! Mas nem tudo é bronca hoje. Dessa vez quero usar esse espaço pra agradecer.
Primeiro, ao Spaceman — o eterno guitarrista mascarado do Kiss, o homem que transformou cada solo em faísca e ajudou a escrever capítulos inteiros da história do rock.
E o segundo, um baixista de respeito: Sam Rivers, do Limp Bizkit. O cara que fez a linha de baixo virar protagonista e criou grooves que estão tatuados na memória de quem viveu o nu metal de verdade — e, falando no presente, continuam firmes em nossas playlists.
Nem só de bronca vive o roqueiro. Às vezes, a melhor atitude é tirar o chapéu pra quem realmente fez o som acontecer.
Aaah Mulheke!!!

