CAPACETE NÃO É FRESCURA

por Adenilson

 

Eu sei, eu sei. A gente cresce no rolê ouvindo que usar capacete é coisa de iniciante, que joelheira é mó tralha, que cotoveleira atrapalha. Eu também já pensei assim. Já saí sem nada, só com a coragem e a bike. E o resultado? Cicatriz na canela, ponto na cabeça, dor no ombro até hoje.

Segurança não é moda. É sobrevivência. Capacete não deixa a manobra mais feia, ele deixa você vivo pra tentar de novo. Joelheira não atrapalha, ela só evita que seu joelho vire estatística. Luva não é frescura, é o que impede a sua mão de virar carne moída no primeiro escorregão no asfalto molhado.

O problema é que a gente só aprende depois do tombo. O moleque vê o pro andando sem nada, acha que pode imitar. Só que o pro já tomou muita porrada, já se quebrou e sabe o risco. A diferença é que ele tem médico, tem fisioterapeuta, tem estrutura. A gente tem a farmácia da esquina e o gelo do congelador.

No litoral, o asfalto é quente, a guia é mal feita e o rolê é cheio de armadilha. Quem anda de verdade sabe que cada detalhe faz diferença. A proteção não é só pra você. É pra sua família que quer te ver inteiro voltando pra casa. É pra sua filha que não precisa te visitar no hospital.

O estilo não tá em arriscar sem equipamento. O estilo tá em cair, levantar e continuar inteiro. E se um capacete a mais na cabeça ou uma joelheira no corpo garantem mais dias de rolê, então pra mim já virou parte do uniforme.

No fim, é cair, levantar, repetir… e mandar um tailwhip no sistema.

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